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Em 2024, o Porto de Santos movimentou 179,8 milhões de toneladas de cargas. É um volume impressionante, que mostra a importância estratégica do porto para o Brasil e o mundo.
O porto de Santos ocupa uma área de aproximadamente 7,8 milhões de m².
Em 2022, o governo alterou os limites jurisdicionais do Porto Organizado, e a área seca foi ampliada de 8,1 km² para 15,5 km² (ou 1.550 hectares), o que demonstra sua constante expansão e importância.
Possui aproximadamente 16 km de cais.
O Porto Organizado possui mais de 60 berços de atracação, distribuídos ao longo de suas duas margens (Santos e Guarujá).
⦁ Atualmente há 53 terminais:
⦁ 39 terminais do Porto Organizado
⦁ 8 terminais retroportuários
⦁ 6 terminais de uso privado (TUPs)
Esses terminais são multipropósito, movimentando e armazenando diversos tipos de cargas, como contêineres, granéis sólidos (agrícolas e minerais), granéis líquidos e carga geral.
Granéis líquidos – Químicos/Combustíveis: 8
Carga Geral – Contêineres: 10
Granéis sólidos – Vegetais (soja, milho, farelo, trigo): 14
Granéis sólidos – Minerais de desembarque (fertilizantes, enxofre, sal): 4
Granéis líquidos – Sucos cítricos: 3
Passageiros: 1
Carga geral – Celulose: 9
Carga geral – Produtos siderúrgicos: 5
Carga Geral – Veículos: 2
Berços públicos multipropósito: 3
Carga offshore: 1
Total: 60
Portêineres (STS Cranes): Alguns terminais possuem grandes guindastes Ship-To-Shore (STS Cranes), com um terminal específico ostentando 13 desses equipamentos.
RTGs (Rubber Tyred Gantry Cranes): Usados na movimentação de contêineres nos pátios, com terminais chegando a ter 47 RTGs (alguns elétricos e com operação remota).
Reach Stackers: Utilizados para empilhar e movimentar contêineres (ex: 13 Reach Stackers em um terminal).
Empilhadeiras de Vazios (EVs): Para movimentação de contêineres vazios.
Terminal Tractors: Caminhões para transporte interno de contêineres (ex: 144, incluindo modelos a GNV).
Outros: Guindastes móveis (MHCs), tomadas para contêineres refrigerados (reefers), balanças, scanners, gates automatizados com sensores OCR, entre outros, para lidar com a diversidade de cargas.
O canal de navegação do Porto de Santos possui uma extensão de 24,6 km.
Sua profundidade atual é de 15 metros, com largura média de 220 metros, permitindo a navegação de embarcações com até 340 metros de comprimento e calado máximo de 14,50 metros.
O Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) é formado principalmente pelas rodovias SP-160 (Imigrantes), SP-150 (Anchieta), além das rodovias SP-41 (Interligação Planalto), SP-55 (Padre Manuel da Nóbrega), SP-248 (Cônego Domênico Rangoni) e SP-59 (Interligação Baixada).
As duas primeiras fazem a ligação planície-planalto, cruzando, de forma paralela, a Serra do Mar. A Interligação Planalto liga as duas rodovias ainda no planalto, e as três últimas são responsáveis por distribuir os veículos até as cidades próximas, assim como para as próximas rodovias.
Administrado pela concessionária Ecovias, é um dos maiores corredores de escoamento do comércio exterior brasileiro, ao conectar São Paulo ao Porto. Atualmente, a circulação média é de 12 mil caminhões por dia.
Existem cerca de 100 km de ferrovias internas no complexo portuário de Santos.
O modal ferroviário responde por aproximadamente 30% do transporte das cargas movimentadas.
• Sistema Ferroviário da Rumo: A Rumo possui três malhas ferroviárias no Estado de São Paulo – a Malha Paulista, a Malha Norte e a Malha Oeste. As três malhas se interligam e acessam o Porto de Santos por meio da Malha Sul.
• Corredor Centro-Sudeste da VLI: a empresa opera a Ferrovia Centro Atlântica, que faz a conexão com a Malha Paulista da Rumo na cidade de Estrela d’Oeste; ou seja, a partir dessa conexão as composições da VLI pagam o direito de passagem à Rumo pelo uso da ferrovia.
• Estrada de Ferro Santos-Jundiaí – MRS: a companhia opera potentes locomotivas Stadler no sistema de cremalheira, movimentando as cargas entre Santos e São Paulo – estação Brás.
Há sistemas de dutos para granéis líquidos que se conectam à refinarias e terminais de armazenagem.
• Dutos entre o Terminal da Alamoa (Porto de Santos – Terminal da Transpetro) e a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão. Movimenta petróleo e seus derivados, incluindo GLP. Extensão aproximada de 10 km;
• Dutos entre a RPBC e o Terminal Almirante Barroso (Tebar), no Porto de São Sebastião, por meio dos quais o petróleo descarregado no Porto de São Sebastião é direcionado para a refinaria. Extensão aproximada de 120 km;
• Dutos entre a RPBC e as usinas petroquímicas do Planalto Paulista, por meio dos quais são movimentados derivados claros e combustíveis. Extensão aproximada de 35 km;
• Dutos entre Santos e Capuava, em Mauá, por meio dos quais são movimentados combustíveis. Extensão aproximada de 50 km.
O Porto de Santos possui sua própria usina hidrelétrica histórica, a Usina de Itatinga, localizada em Bertioga. Essa usina é capaz de produzir até 15 megawatts por hora (MW/h) de energia elétrica, o suficiente para suprir uma cidade com 55 mil habitantes.
A Usina de Itatinga abastece 99% da sede administrativa do Porto de Santos e 35% de 10 terminais arrendatários.
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